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Sobre Asas
Todos as asas modernas, utilizam não somente a potência do vento para gerar potência, elas utilizam também o princípio de Bernoulli. Em poucas palavras, este princípio diz que, porque a superfície de cima da asa é mais longa do que a superficie inferior, o ar tem que passar mais rapidamente por cima, o que reduz a pressão sobre a superfície da asa, provocando a sua elevação. É exactamente assim que a asa do avião funciona. Essa elevação combinada com o vento significa muito mais potência. E mais potência significa mais diversão.
As asas são concebidas para funcionar num a amplitude de vento específica, relacionada com o peso corporal do rider e a maioria dos fabricantes refere-se a esta questão no manual de instruções. Isto significa que, se quiseres voar em todas as condições de vento, necessitarás mais do que uma asa; uma colecção de asas chama-se um quiver. As asas modernas são de duas grandes categorias: insuflados e foils; há algumas asas que fazem um pouco uma ponte entre ambas as categorias.
Foils
Asas folis utilizam a potência do vento para encherem e manterem a sua forma aerodinâmica, de uma forma similar a um paraquedas moderno. A asa tem duas superfícies, superior e inferior, e a forma é definida pelas linhas.(ver figura 1) O bordo de ataque tem uma série de células na zona frontal. Estas células permitem que o ar entre na asa. Os materiais utilizados permitem que o ar se disperse lentamente, mantendo a pressão na asa, garantindo a sua forma.
Os Foils têm a possibilidade de utilizar dois sistemas de controlo: pegadeiras e barras. Muitas asas podem ser controladas com qualquer um dos sistemas e a escolha resume-se a uma preferência pessoal. No entanto, alguns dos desings só podem ser efectivamente utilizados com uma barra.
Asas de 2 linhas
Utilizam duas linhas controladas uma em cada mão, tal como os papagaios acrobáticos tradicionais. Puxar uma das linhas modifica a forma da asa e essa mudança faz a asa virar para a esquerda ou para a direita. A simplicadade deste estilo de asa torna-a ideal para a introdução a este mundo das asas de tracção. Ozone é o único fabricante que oferece já uma asa de treino (TRAINER) de 3 linhas, que traz uma segurança adicional à aprendizagem.
Asas de 4 linhas
São asas que funcionam da mesma forma do que as de 2 linhas mas que têm 2 linhas adicionais no bordo de fuga. Estas linhas, frequentemente chamadas de travões, permitem uma maior modificação na forma da asa, dando ao rider maior controlo. Estas asas são geralmente pilotadas com pegadeiras de 4 linhas. Uma barra é também possível, embora percas algumas das vantagens do sistema de 4 linhas..
Foils com depower
Estas asas, no presente, são sempre controladas com uma barra, mas têm também 4 lnhas. As linhas, neste caso, não controlam somente a forma da asa mas também o seu ângulo de ataque ao vento. O ângulo de ataque (ver fig.) traduz-se directamente na quantidade de potência que a asa gera. Os pilotos geralmente podem alterar este ângulo ou a potência da asa de duas formas:
• puxando a barra para si de forma a aumentar a potência e afastando-a do seu corpo para diminuir a potência.
• ajustando o cabo no mordente (trim) para modificar a potência global, puxando-o para si para diminuir o ângulo de ataque ao vento ou libertando mais cabo para aumentar esse mesmo ângulo.
Para voar estas asas precisarás de um arnês.
Asas Insufláveis
O número de foils no mercado, nos dias de hoje é massivo, encaixando em todas as formas de kite, desde o estático ao surf. A escolha é tua.
As asas insufladas foram desenhadas primeiramente para utilização na água. Têm flutuadores que formam o bordo de ataque e as estruturas transversais. Estas são insufladas com a utilização de uma bomba de mão, com pressão de ar suficiente para manter a asa rígida, criando a sua forma aerodinâmica enquanto voa. Ao ter um bordo de ataque insuflado significa que a asa flutuará na água indefinidamente e, com a técnica correcta poderá ser relançada depois de uma queda na água. Estas asas utilizam um sistema de barra como as asas folis com depower (despotenciação), com os mesmos sistemas de afinação e de barra para modificar a potência da asa. Nos insufláveis há duas categorias: Asas em C (C-shape) e asas planas.
Asas em C
Os clássicos Cs estão na origem das verdadeiras asas de kitesurf. Eles têm uma performance excelente e uma sensação muito directa durante a navegação. Vêm com quatro linhas de voo principais e alguns têm uma 5ª linha para mais segurança. Estas asas podem ter uma amplitude de vento menor e por isso, obrigam geralmente a um maior quiver para consegyuir sair em todas as condições.
Asas Híbridas/ Flat/ SLE/ Bow
Têm uma forma muito mais plana, semelhante a um foil. Devido a esta forma (Suported Leading Edge - SLE) alterações no ângulo de ataque conseguem efectivamente retirar toda a potência à asa. Estas asas são ideias para quem inicia no desporto. Elas são perdolárias e têm excelentes sistemas de segurança. Também funcionam excepcionalmente bem quando unhooked (fora do gancho do arnês) para as manobras técnicas de freestyle de hoje em dia. Cada vez mais riders de topo estão a mudar das suas asas Cs para SLEs.
Apesar de não terem sido concebidas para utilização em terra, alguns riders preferem a sua performance e características. Os flutuadores não conseguem lidar bem com aterragens muito duras e rebentarão se isto acontecer repetidamente. A substituição é possível mas pode ser cara e ter necessidade de ser feita por um técnico na fábrica. Por este motivo recomendamos que somente riders experientes comprem uma asa insuflada para terra.
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