Olá a todos,
Esta é uma história dos diabos… uma verdadeira aventura com toneladas de fé e coragem. Olivier e Eric acabaram de completar um downwind de 1200km sem apoio, levando com eles o mínimo necessário numa mochila à prova de água, completaram aquilo que em Parapente chamamos aventura “bivouac”. Olivier é o fotógrafo profissional de Parapente da Ozone que capta a essência daquilo que a Ozone é, nas suas muitas viagens. Agora descobriu o Kitesurf, e de que maneira… faz todo o sentido… 1200km para lhe apanhar o jeito!!!!!!
Parabéns Olivier e Eric, esperamos ansiosamente para ver o filme desta aventura incrível.
Não há dúvida que coloca o “Freeriding” numa nova perspectiva…
Cheers Matt
Leiam a relatório do Olivier >>
“Olá Matt,
Terminámos a nossa aventura Kite bivouac há poucos dias (desde o dia 9 até ao dia 22 de Novembro). O nosso projecto era seguir pela costa do Brazil desde Natal até São Luis passando por Fortaleza, com o nosso Instinct Sport, 1200 km de costa.
Somos 2 pilotos de Parapente e o voo bivouac é uma das nossas actividades; Atravessámos os Himalaias e o Vale Rift na Africa, usando somente a força das correntes térmicas. Só com o vento e a andar sem apoio é uma sensação verdadeiramente pura! Conhecemos as pessoas locais, fora das áreas turísticas, vivemos a natureza a 100%, dormimos debaixo das estrelas! Esse é o espírito bivouac e a descendência Ozone.
Quizemos transferir este espírito para as actividades de Kite. E assim foi… com Eric Gramond, meu amigo, fizemos um lindíssimo downwind de 14 dias sem assistência, sem carro, sem autocarro, só com o vento. Uma mochila com água e alguma comida, uma bomba para a asa e uma câmara de vídeo…
Fizemos a primeira parte, 580km com o Instinct Sport 11m, o vento é mais fraco no sul, demorámos 6 dias. Foi muito confortável, encontrámos regularmente uma pousada perto da praia e nunca navegamos mais do que 50km sem encontrar uma cidade por perto.
Um dia esteve fraco demais para navegar, mas foi perfeito para aproveitar para descansar! Todas as nossas coisas estavam em Paracuru, por isso mudámos de 11m para 9m no meio da viagem e depois de um dia de folga na vila, coontinuámos por mais uma semana até ao portão de São Luis.
Os últimos 300 km são mesmo “selvagens”, normalmente não há vilas, cidades ou actividade humana, há sim grandes ilhas no delta de Parainaiba, com uma floresta tropical linda, tantos pássaros, tais como o lindíssimo Ibis vermelho. A praia pode ser assustadora porque há tantos bocados de madeira afiados, não te daria a mínima hipótese com a tua asa, se ela caísse! Tivemos que atravessar os últimos 100km com muita água doce, por vários dias, a mochila era horrível de transportar, muito pesada, mas eram os últimos dias! 1100 km depois de Natal e 100 km antes do Centro de São Luis tivemos que desistir, o vento estava demasiado fraco para atravessar a última ilha, a 25 km de terra e de chegar à ilha principal da cidade. É uma atmosfera incrível como a Amazónia, não há praia na ilha, só floresta… Tivemos que trocar de barco 3 vezes para chegar à primeira estrada da nossa última bivouac, com um pôr-do-sol maravilhoso no rio, no meio de milhares de Ibids. Tantas noites excelentes com os pescadores à volta do fogo. Conhecemos milhares de tartarugas, vimos mil pescadores sorridentes nos seus barcos, tão surpreendidos por nos verem no meio de nenhures, e 100000 excelentes ondas durante este downwind sem fim de 1100 km.
Temos muitos projectos para o próximo ano, Patagonia, Moçambique….
Até á vista Olivier







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